Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
12.11.09

Hoje em dia uma foto como esta seria impossível sem que um "batalhão" de telemóveis lhes, também, estivesse apontado.

 

 

Agora que as máquinas fotográficas tem a capacidade de fixar coordenadas geoestacionárias, fazer chamadas telefónicas e divulgar tudo em sites de redes sociais, parece intuído que o valor passou do simples desfrutar de uma situação ou de um momento particular para o "estive lá, está aqui a prova". Talvez seja esta a tal autenticidade propalada pelos new agers, mas isso é outra conversa.

 

 

O plingrafias, termo ternurento que um familiar já falecido usava para denominar as fotografias, é um blog satélite, federado ao Textículos, dedidado à publicação de imagens fixadas no rolo fotográfico ou captadas no CCD e que me foram enviadas e me entulham o computador, que merecem ser apreciadas.

 

 

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12.8.09

Sticky light é um projecto de três estudantes da Universidade de Tóquio, Kuribara Yusaku, Stephane Perrin e Masatoshi Ishikawa recorrendo apenas um detector foto-sensível e um par de espelhos "puseram" este ponto de luz laser a reconhecer contornos e a percorrê-los.

 

Parece básico!?

 

 

 

Agora ainda é uma brincadeira que puderá abrir novas abordagens no reconhecimento e interacção entre a realidade e a "realidade".

 

 

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7.7.09

Uma das mais fundamentais e ignoradas forças da natureza é a fricção, o comum mortal conhece-a bem ao esfolar um joelho ou quando muda o óleo do carro, já a rapaziada da física fundamental não lhe deu a devida importância na construção do LHC(Large Hadron Collider) e quase o transformou num monte de sucata no valor de milhões de euros, esta maquineta acelera particulas subatómicas à velocidade da luz menos 10km/h a temperaturas próximas do zero absoluto, a quase 273 graus negativos nem dente se consegue bater. Andaram mais preocupados com a possibilidade de criar um buraco negro que engolisse o planeta.

 

Esperam conhecer a mecânica da estranha força negra que mantêm tudo afastado e frio não perdendo de vista a tal singularidade cuja gravidade faria colapsar o planeta Terra e as redondezas num volume zero. Os físicos quânticos, mais cínicos, acham que tais vazios já ocorreram antes, nas cabeças de certos políticos sem causar catástrofes de tais dimensões.
 

Pelo meio uns "artolas" acham que o tecido de cuja realidade é feita é um entrelaçado de  invísiveis cordas vibratórias embrulhadas num espaço a 10 dimensões dentro das tais partículas subatómicas. Claro!? Eu também posso dizer que Neutrinos estão apinhados de gambuzinos que emitem um fotão de cada que roçam uns nos outros. Esta é apenas uma teoria minha mas provem lá que estou errado. E no entanto sem a fricção não seria possível manter-me sentado nesta cadeira a escrever estas baboseiras.

 

 

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12.3.09

Desde o lançamento do iphonio que um gadget não me surpreendia. E este é ainda um protótipo.

 

O que vimos no filme Minority Report foi multiplicado várias vezes.

 

É o futuro! Vejam!

 

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26.1.09

Na semana antes do grande jogo da época, o confronto com a cidade vizinha, o ambiente andava desassossegado, junto à linha o treinador abanava a cabeça enquanto os jogadores treinavam, nem queria acreditar, ninguém parecia saber trocar a bola. Chamou todos à sua beira e berrou uma palestra sobre objectivos e empenho. Chamou à atenção para o exemplo do Henrique, que todos deviam seguir, um rapaz franzino, sem grande talento, trabalhador-estudante, em três anos foi sempre o primeiro a chegar o último a sair, nem sempre jogava e nunca se havia queixado, tinha paixão pelo jogo.

No dia antes do jogo o Henrique não compareceu ao treino, veio no fim dar uma satisfação ao treinador, pediu desculpa, o seu pai tinha falecido e não poderia dar o seu contributo à equipa no dia do jogo. O treinador compreendeu e prometeu dedicar o jogo à sua memória. No dia do jogo, uma hora antes começar o Henrique apareceu no campo equipado, pediu ao treinador que o pusesse na equipa inicial, queria estar com aquela que também era a sua família, o treinador hesitou até que viu o brilho nos seus olhos. O Henrique fez o jogo da sua vida, chegou mesmo a marcar um golo de cabeça.

No final durante um enorme abraço ao treinador, este emocionado:
 - Em três anos, nunca te vi jogar assim, rapaz!
Uns segundos silenciosos depois.
 - Chegou a conhecer o meu pai?
 - Nunca tive o previlégio, vi-te uma ou duas vezes a passear com ele de braço dado.
 - Sabe, ele era cego. Hoje foi a primeira vez que me viu jogar.

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