Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
22.10.09
"Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só nasceu p'ra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer", Tudo isto é fado de Aníbal Nazaré 



 

Filme de 1966 raptado do clã Patrício.

 

Aconselho também o livro "A campanha do Argus" sobre a mesma temática.

 

 

link do post texticulos, às 15:42  | comentar

26.8.09

Os japoneses adoram peixe fresco e quanto mais fresco melhor. Os barcos de pesca japoneses ao longo das últimas décadas procuraram cada vez mais longe o peixe que vai escasseando na costa e como tal a população começou a queixar-se da frescura do peixe, os armadores tentaram resolver o problema congelando o peixe logo após a captura e ainda que mais barato o peixe congelado não era fresco no paladar, então as companhias de pesca começaram a construir tanques e redes oceânicas para "criar" o peixe.

 

O fino palato japonês não se rendeu a esta inovação, o cativeiro tornava o peixe mortiço, vivo mas sem "animo" e isso foi resolvido com a introdução de pequenos tubarões dentro das redes, criando assim animação entre os peixes, de novo postos à prova nas suas capacidades de sobrevivência, alguns acabam comidos pelos tubarões e a maioria acaba fresquinha presa entre um par de pauzinhos na antecâmara da degustação nipónica.

Nada como um bom desafio para aquecer o sangue e a alma e devolver a vida à existência.

 

link do post texticulos, às 15:48  | comentar