Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
18.2.10

“Não sei quantas almas tenho/cada momento mudei/continuamente me estranho/nunca me vi nem me acabei/”, confessou o desassossegado Fernando Pessoa.  No quotidiano em que somos apenas sonhos uns dos outros, não bastas vezes pesadelos dos quais não conseguimos acordar, sustentamos a realidade absurda em que escolhemos existir. O ser humano, nascido para a felicidade, muito parece fazer para mantê-la afastada de si, talvez tenha medo de se reconhecer nas suas profundezas.

 

 

Neste desarvoro constante, vive-se à cata do que o floresce na compulsiva ansiedade, basta-se com o presente e nada lhe traz contentamento. A vida, qual "mulata assanhada/que passa com graça/fazendo pirraça/fingindo inocente/tirando o sossego da gente/",  não está aí a enganar quem dela participa, e a construir em campo minado as fundações de um que, possuindo todas as condições para fazer de si mesmo uma obra prima, escolheu sucumbir à lei da inércia. Não há modelos, nada vem pronto-a-vestir, cada indivíduo é chamado a construir seu destino segundo suas próprias escolhas, fazer o seu próprio caminho. Ter liberdade de escolher o que fazer, de se movimentar pelo que é importante, ter essa  responsabilidade face a si próprio e aos outros.

 

É preciso ter tempo, tempo de escutar e de ouvir. O menos desassossegado bardo de Chicoespier(assim lhe chamava um antigo professor) conclui-o, “Nós sabemos quem somos ou o que somos, mas desconhecemos quem podemos vir a ser”

 

 

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1.2.10

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo..
.",

Álvaro de Campos aka Fernando Pessoa

 

 

«Portugal, on the southwestern periphery of the European continent, is a medium-sized EU member state. Its population clocks in at 11th place out of 27 (10.59 million, in between Belgium’s 10.66 million [10] and the Czech Republic with 10.40 million [12]). Size-wise, it’s a bit further down the list: 13th (at 92.391 km2, between Hungary [12] at 93.030 km2 and Austria [14] at 83.871 km2).

Yet Portugal is loath to think of itself as a small country. Or at least it was, before its overseas empire collapsed. Built up over centuries of exploration, trade and colonisation, the Portuguese Empire once spanned four continents. The jewel in its crown was Brazil, but Portugal lost control over its South American colony in 1822.

By mid-20th century, Portugal still held on to Cape Verde, Guinea Bissau, Sao Tome & Principe, Angola, Mozambique, Macao, East Timor and its Indian possessions (Goa, Daman and Diu – three smallish footholds somewhat grandiosely labeled “Estado da India”).

As the legend to this map indicates, all these territories together added up to an area larger than (Continental) Spain, France, the UK (mislabeled “Inglaterra”), Italy and Germany put together, explaining why, as the title claims, Portugal não é um país pequeno. If that sounds a bit defensive and self-justifying, that’s no coincidence.

In the early 1970s, Portugal languished under a dictatorship determined to hold on to the vestiges of its former colonial glory. The increasingly costly and impopular wars against freedom fighters in Portuguese Africa eventually led to the overthrow of the regime, in a virtually bloodless military coup in April 1974, the so-called Revolução dos Cravos. This Carnation Revolution would lead to a swift liquidation of Portugal’s overseas assets and ultimately to democracy within Portugal. 

Portugal’s African possessions were all granted independence. Indonesia took advantage of the turmoil “back home” to take over East Timor (India had forcibly annexed Goa etcetera in 1961). Only Macao remained in Portuguese hands, until 1999, when mirrorring Hong Kong’s reversion in 1997, it was reintegrated into China. The Azores and Madeira, ethnically and geographically closest to the mother country, are still part of Portugal.

This map was sent in by Nuno D. Alves, who studied it in history class, when studying the pre-revolutionary dictatorship. “It is a propaganda map, suggesting that our country was important. Portugal’s orientation towards its colonies, away from Europe, “was used to justify the isolationism of the regime, and its neutrality in World War II (…) [The map] shows the Portuguese colonies that remained by that time superimposed on a map of Europe, going on to compare surface size with the main European countries. All in all very silly.”»

 

Post raptado daqui.

 

 

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27.10.09

"Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.",  Fernando Pessoa dixit.

 

Segundo o mapa das línguas europeias, existe ali um quadrado para assumirmos territorialmente a língua.

 

 

É só uma brincadeira.

 

 

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26.3.09

Já me tinham falado do lançamento por parte da Delta do "tea espresso" feito de rooibos, uma planta que descobri na África do Sul e da qual se faz um óptimo chá. É natural que o povo Khoi tivesse achado estranha a garrafa libidinosa caída do céu e a devolvesse depois de fadigas várias, tendo eles uma bebida bem melhor.

 

Temo apenas pelo dia em caia do céu um frasco de vegemite australiano, uma espécie de "Tulicreme" amargo para barrar no pão com manteiga, feito não se sabe bem do quê, tem muita vitamina B e por lá adoram! E como ainda não é possível digitalizar o sabor, estas cinco amigas vão-vos mostrar ao que sabe, a menina que fez as torradas, malvada por sinal, abusou na dose. Podem avançar para os 2m:30s, para ver como se desfazem amizades num apíce. :)

 

 

Primeiro estranha-se, depois entranha-se! Já dizia o poeta.

 

 

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