Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
5.1.09

Passei de fuga pelo televisor e reparo que a rapaziada no médio oriente anda outra vez na "brincadeira". A última vez que o fizeram impediram-me de visitar Beirute, quase me apeteceu rebentar com qualquer coisa. Uma pessoa quando anda por aqueles lados acaba por inculcar certos hábitos. :)

 

Essa memória levou-me às tardes no Cilantro, o jantar no Teatro, as conversas com a militância pela paz, a injustiça e o bem-estar destes povos. Ao titubear. Às tuas incursões em territórios ocupados.

 

Onde andas tu, prática sonhadora e lutadora convertida? Espero que em segurança.

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17.12.08

Hoje saí para trabalhar particularmente atrasado, mantive a compostura, uma vez que vou chegar bem atrasado, não vale a pena estar com correrias e podia tê-lo feito para o comboio, ao invés fui beber café e comprar o jornal. Para o segundo percurso, escolhi o táxi, porque os transportes públicos não estão feitos para os atrasados.

 

Entre bocejos e um ou outro esfregar de vista, o táxi desce lentamente a avenida, lá em baixo o cruzamento e um prognóstico de paragem no semáforo. Evito o sol que me encara e desvio o olhar para a rua que agora ínicio a travessia. No passeio, uma mulher carrega o seu encanto rua acima. Sigo-a com o olhar e ela retribui. Aconteceu um momento de indízivel. Um segundo.

 

Foi cinematográfico, todas as hipóteses se apresentaram de vários ângulos, com diferentes intensidades e a diferentes velocidades. Teria eu encontrado a tal, da felicidade eterna; teria sido uma paixão incendiária que nos consumiria em pouco tempo; teria levado um chapadão pela insolência; teria ela chocado com o poste do semáforo e caído desamparada. Teria sido um sonho e eu estou aqui a enviar postas.

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