Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
27.1.10

«A sect that split from the Mormons allows multiple wives, expels "lost boys," and heeds a jailed prophet.», National Geographic, Fevereiro 2010.

 

 

Há quem lhe chame seita, mas isso é outra discussão. Não estou certo, mas se não for o único, é dos poucos cultos que se baseiam em mais que um livro, a Bíblia e o Livro de Mormon, e dentro dela existem várias correntes e coexistem várias ideias, algumas bastante "radicais". Algumas ideas são: "O verdadeiro evangelho foi perdido na terra e foi restaurado no Livro de Mórmon; Deus foi um homem num outro planeta. As boas obras são necessárias para a salvação. Um bom mórmon, tem potencial para se tornar um outro deus, portanto existem muitos deuses; Deus, o Pai, tem um pai. Existe uma deusa mãe. Deus é casado com a sua esposa-deusa e tem filhos espirituais. O primeiro espírito que nasceu no céu foi Jesus; Nós fomos gerados primeiro como bebês espirituais no céu e então nascemos naturalmente na terra, na barriga das nossas mães."

 

São gente boa com quem já partilhei casa, trabalhei e me diverti.

 

 

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7.1.10

«Agora foi a linha férrea Miranda do Corvo – Coimbra: fechou ao fim de 103 anos de circulação. DIR-SE-Á QUE É O PROGRESSO e que o futuro avança assim, inexoravelmente, espezinhando razões históricas, civilizacionais, ambientais, da economia e do interesse locais. A questão é que o futuro, em Portugal, tem avançado às arrecuas. Desde os governos de Cavaco Silva, o encerramento de linhas e troços ferroviários passou a ser uma espécie de desígnio nacional. E, como está bem à vista, não foi por isso que Portugal avançou... a não ser rumo à desertificação. A desertificação do Interior-Norte é directamente proporcional ao desinvestimento em vias-férreas e comboios.


Aliás, o encerramento de linhas de caminho de ferro é apenas um capítulo da mesma política que arrasou outros sectores da economia, da história, da soberania e da vida colectiva portuguesas. Em nome do progresso, deliberadamente, sucessivos governos portugueses desmantelaram sectores imensos de actividade como fossem a marinha mercante, as pescas, a agricultura. E ninguém venha dizer que Portugal ficou mais rico, mais independente ou mesmo mais moderno com tais políticas de terra queimada ou, como também poderá dizer-se aludindo às vias-férreas, políticas de pouca-terra. Poderão esgrimir-se as mais eruditas teorias, as mais modernas correntes de opinião, a mais sonante propaganda. Nada disso altera a realidade que é o empobrecimento, a desertificação e a submissão do País.


A grande questão é que excluindo os grandes interesses plutocráticos, os políticos portugueses não têm em geral qualquer ideia ou projecto sobre o futuro do País. E assim, feche-se, liquide-se, destrua-se, arrase-se. E o deus dinheiro que reconstrua um país à sua imagem e semelhança.», João Paulo Guerra no Diário Económico de 6 Janeiro de 2010

 

 

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30.12.09

O mesmo se poderia escrever acerca dum outro país.

 

"Bem que este 2009 poderia ter sido melhor para o povo brasileiro, mas não foi, infelizmente, e muito por conta do descarado, cínico e vergonhoso processo de corrupção em vigor no País, onde as flagrantes e contundentes imagens não falam por si, não dizem nada e, logo, não valem nada, pois não provam coisa nenhuma. Sábias palavras, se aqui não nos censuram o gostinho da ironia. Convenhamos que é preciso ter “coragem” para, sem nenhum rubor nas faces, afirmar isso aos olhos e ouvidos do mundo, negar o fato concreto que cai como um bloco de cimento em cima do povo, enquanto as manchetes da imprensa local e internacional estampam os fatos incontestáveis, repercutindo a sordidez da política brasileira. É fatal: se alguém é denunciado, logo vem com ameaças: se ele cair, outros cairão com ele. E sempre funciona, pois a sujeira é de longo alcance: a falcatrua então se encaminha para o pazzaiolo, cuide ele do serviço sujo da “limpeza”. A quebra da ética com a coisa pública, com efeito, varou o ano inteiro e chega neste dezembro como um indesejado presente, ou melhor, um abominável pacote de sujeira, lama, descaramento de homens públicos e, o que é pior, quase sempre com a pizza da impunidade e da galhofa, fazendo pouco até da justiça, zombando do cidadão, do eleitor, do contribuinte, do patriota abalado em seu sentimento pátrio. Haja vista o gozo, a cópula de crápulas da cúpula ao cúmulo de se orar agradecendo a Deus pelos frutos do roubo. Vale aqui o velho bordão: que país é esse? E que homens são esses? A que ponto chegou a cretinice neste macunaímico Brasil! O mau-caratismo grassa a granel, enfiando dinheiro sujo na mala, na bolsa, na cueca, nas meias e sabe-se lá onde mais ele se enfia, não raro com as brechas das leis, com o mexer dos pauzinhos, com o safado “jeitinho brasileiro”, até com alguma conivência ou conveniência de setores dos poderes constituídos.", por Valdivino Braz.

 

Vocês sabem do que eu estou a falar.

 

 

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23.10.09

À milénios que o tempo passa ao ritmo que mais lhe convêm, nada importado com o resto à sua volta.

 

 

Não é uma almofada, é um recurso intangível que podemos ignorar ou gastar. Não o devemos  nem podemos manipular ou controlar.

 

Para quem acredita na física, a separação entre o passado, o presente e o futuro é apenas uma ilusão, escreveu Einstein. Para os outros, gozem o fim-de-semana, digo eu!

 

 

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