Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
27.1.10

- Socrates swears that he will speak only falsehoods about you. Then he says, “You are a stone.” This shows that a man can lie and speak the truth at the same time.

- He is capable of that, for sure!

- Not that one, the greek!

 

  

«Está em condições de garantir o cumprimento do défice orçamental de 5,9 por cento do PIB no final deste ano? Estou. (...)Não vejo neste momento sinais de risco que comprometam a meta.» Teixeira dos Santos, no Público, 4-Jul-2009

 

Cá dentro como lá fora, é com um esgar de dúvida que se olha para as contas cá do burgo. Espero, sinceramente que não seja esta a imagem que nos fique deste governante.

 

 

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30.12.09

O mesmo se poderia escrever acerca dum outro país.

 

"Bem que este 2009 poderia ter sido melhor para o povo brasileiro, mas não foi, infelizmente, e muito por conta do descarado, cínico e vergonhoso processo de corrupção em vigor no País, onde as flagrantes e contundentes imagens não falam por si, não dizem nada e, logo, não valem nada, pois não provam coisa nenhuma. Sábias palavras, se aqui não nos censuram o gostinho da ironia. Convenhamos que é preciso ter “coragem” para, sem nenhum rubor nas faces, afirmar isso aos olhos e ouvidos do mundo, negar o fato concreto que cai como um bloco de cimento em cima do povo, enquanto as manchetes da imprensa local e internacional estampam os fatos incontestáveis, repercutindo a sordidez da política brasileira. É fatal: se alguém é denunciado, logo vem com ameaças: se ele cair, outros cairão com ele. E sempre funciona, pois a sujeira é de longo alcance: a falcatrua então se encaminha para o pazzaiolo, cuide ele do serviço sujo da “limpeza”. A quebra da ética com a coisa pública, com efeito, varou o ano inteiro e chega neste dezembro como um indesejado presente, ou melhor, um abominável pacote de sujeira, lama, descaramento de homens públicos e, o que é pior, quase sempre com a pizza da impunidade e da galhofa, fazendo pouco até da justiça, zombando do cidadão, do eleitor, do contribuinte, do patriota abalado em seu sentimento pátrio. Haja vista o gozo, a cópula de crápulas da cúpula ao cúmulo de se orar agradecendo a Deus pelos frutos do roubo. Vale aqui o velho bordão: que país é esse? E que homens são esses? A que ponto chegou a cretinice neste macunaímico Brasil! O mau-caratismo grassa a granel, enfiando dinheiro sujo na mala, na bolsa, na cueca, nas meias e sabe-se lá onde mais ele se enfia, não raro com as brechas das leis, com o mexer dos pauzinhos, com o safado “jeitinho brasileiro”, até com alguma conivência ou conveniência de setores dos poderes constituídos.", por Valdivino Braz.

 

Vocês sabem do que eu estou a falar.

 

 

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21.12.09
   
   
   
   

Tabuleiros de xadrez com metáfora social. Ficou de fora a sociedade feminista, de que não encontrei exemplo da abertura.

 

Porque é comum afirmar-se que uma rainha vale mais que nove peões, em 1846 Guingret e Kieseritzky testaram esta hipotese. Guingret jogava com as brancas e dezassete peões  sem a rainha, enquanto Kieseritzky jogava com as pretas e com uma rainha. (1. e5 e6 2. d5 d6 3. e4 c6 4. exd6 cxd5 5. e5 b6 6. d4 f6 7. Bd3 g6 8. Be3 Nc6 9. c5 Bg7 10. b4 Bd7 11. b5 bxc5 12. bxc6 Bxc6 13. dxc5 fxe5 14. fxe5 Bxe5 15. Nd2 Rb8 16. Rb1 Qf6 17. Ne2 Qg7 18. O-O g5 19. Nb3 h5 20. Bd4 hxg4 21. fxg4 Kd7 22. f4 Bxd4+ 23. Nbxd4 Nf6 24. f5 e5 25. Ne6 Rxh2 26. Nxg7 Nxg4 27 f6 e4 28. f7 Rbh8 29. f8=N+ Kc8 30. d7+ Kb7 31. d8=N+ 32. Ka8).

 

Desse jogo concluiu-se que a rainha é mais forte se for controlada por Kieseritzk. :)

 

 

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15.12.09

Ainda acerca de listas, votações e estatísticas.

 

Na dança das correlações, quer seja a percepção a moldar a realidade ou  a realidade moldada pela percepção, se a concentração de gases com efeitos de estufa aumenta a temperatura global ou o aumento da  temperatura provoca o aumento da concentração dos tais gases, etc. Os exemplos não acabam e são bem explorados por políticos, grupos de pressão e meios de comunicação.

 

 

A série «Sim, Senhor Primeiro-Ministro», explica o fenómeno de forma inequívoca e engraçada.

 

 

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