Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
16.7.09

"(...)Em Portugal, assumiu-se que os problemas no BPN decorreram da crise. A actuação desregulada e criminosa dos gestores pode estar a custar aos contribuintes dois mil milhões de euros subtraídos a hospitais, lares e escolas, mas, pelo relatório do BPN, não contribuiu para as dificuldades financeiras do país, que seriam só culpa da crise internacional(...)

 

Numa das mais emblemáticas sessões da Comissão americana (18 Março, 2009) foi chamado a Washington Edward Liddy, o presidente do maior grupo segurador do Mundo, o American International Group. Em plena crise, a AIG tinha distribuído prémios aos seus quadros. Stephen Lynch, congressista de Massachusetts, perguntou iradamente a Liddy se não "tinha vergonha na cara". Liddy respondeu que o estavam a ofender ao questioná-lo nesses termos. O parlamentar respondeu-lhe que a intenção era mesmo ofendê-lo, porque ele era o responsável por uma imensa ofensa ao património do povo americano. Chegou a altura de nos inspirarmos na vitalidade da prática secular de democracia na América e dizer que os relatores do inquérito ao BPN não tiveram vergonha na cara. E dizer mais: que a maneira brutal como as conclusões do relatório foram impostas, pela lei esmagadora dos números ainda que rejeitadas por toda a Oposição, constitui um claro alerta para os riscos que corre a democracia em Portugal.

 

A Comissão Parlamentar sobre o BPN ouviu durante meses relatos de anos consecutivos de uma actuação predadora dos bens de depositantes que confiaram num sistema bancário regulado e garantido pelo Estado. (...) concluiu agora, quatro meses e dois mil milhões de euros depois, que ao longo dos anos de saque o Banco de Portugal do antigo secretario-geral socialista tinha exercido a sua fiscalização de forma "estreita e contínua" (pags. 214 e 215 do Relatório Parlamentar ao BPN). Por absurdas que sejam estas conclusões, elas foram lavradas em documento da Assembleia da República, que é o que fica para a história como o relato dos representantes eleitos pelos portugueses da maior roubalheira de sempre na finança nacional. O relatório está feito. Por imoral que seja, vamos ter de viver com ele(...)", Mário Crespo dixit no JN.

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15.7.09

A malta sabe que os empregos estão a pirar-se para outras paragens, onde os salários são mais baixos, os horários de trabalho são mais longos e um certo números de direitos/regalias nem sequer existem, deixando-nos numa posição desconfortável e desesperançada.

 

Agora imaginem deixar alguém de braço esticado, imóvel, em idle, aqueles que tudo deram pelas empresas e apenas exigiram uma rotineira mudança de óleo e um ocasional aperto de parafuso. O lay-off de robots é uma realidade escondida e gerações de robots são postas de lado sem o menor aviso e nem bondade.

 

É o que apetece dizer quando o futuro nos apresenta a sua faceta mais obscura. Nem eles escapam à crise.

 

 

 

 

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1.7.09

A crise acabou! Se cada ministro à vez o afirma e o das finanças ou da economia sempre que se lhes aponta um microfone, porque não eu também. É uma atitude de fé, beata até!

 

E já que falamos de religião o patriarca da igreja ortodoxa etíope Abuna Pauolos revelou a semana passada que a Arca da Aliança está guardada numa sala especial num templo na Etíopia, país para onde foi levada à séculos pelo príncipe Menelik I, fruto da pouca vergonha do rei Salomão com a rainha Sheba.

 

Já estou a ver malvados nazis a emergir das areias do deserto, arqueólogos patifes a investigar cada pedra do caminho e ingleses a bebericar chá e a negociar a compra da arca, para no final um "smoke man" americano a desviar para o deserto do Nevada, quiça para a expôr num casino! (Então e o gajo de chicote!? Ahh!! Esse tava lá para papar a mocinha!)

 

 

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18.5.09

Anda para aí muita rapaziada new age, alternativa ou mesmo globalizada a afirmar que em chinês se escrevem com o mesmo caracter as palavras oportunidade e crise. Crise escreve-se com dois caracteres, o primeiro(uei) significa perigo e o segundo(ji) oportunidade no sentido de ponto de  crucial, ou seja uma situação que se tornou perigosa.

 

Calhava mesmo bem este tipo de validação numa narrativa positiva e alegórica ao género Mr. Miyagi. No entanto uma crise pode tornar-se uma oportunidade e para isso temos os seguintes caracteres zuan(tornar) + ji(oportunidade). E talvez daqui a confusão.

 

 

  

Chinese Symbols Don't let slip an opportunityChinese Symbols Don't let slip an opportunityChinese Symbols Don't let slip an opportunityChinese Symbols Don't let slip an opportunity

(uma oportunidade de ouro não deve ser desperdiçada)

 

 

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28.4.09

Gripes de pocilga e frangos ranhosos... economia comatosa... arbitragens estrábicas... justiça artística...

Fazem falta homens de sisudo rosto e perpendicular humor. No longinquo Maio de 1974 a Índia chamou "Buda sorridente" ao seu primeiro teste nuclear, os americanos quem sabe por erro de tradução apelidaram-no de "Krishna feliz".
 

Ao menos rebentava-se com alguma coisa e dava vontade de rir.

 

 

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