Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
20.11.08

O post 031.Até que a morte vos separe(post cínico), gerou alguma confusão e discussão fora do virtual. Primeiro porque neste momento a malta se toma por body guard do futuro presidente americano. Segundo porque falei a sério em tom de brincadeira de algo que considero grave. E repito. Quando alguém afirma algo do género "Para o Afeganistão, rapidamente e em força!", sinto-me o dinossauro que observa a fina camada de gelo a formar-se no lago onde mata a sede e pensa que aquilo não vai acabar bem.

 

Os exércitos modernos funcionam esplendidamente fazendo explodir coisas grandes, caras e reconhecíveis, tipo aviões e barcos. Um porta-aviões é um bom exemplo, é difícil de esconder ou mesmo ser confundido com uma oliveira, mesmo quando se passa por ele a mais de 300 km/h. Fazer guerra contra guerrilheiros e insurgentes em povoações, dentro dum cockpit ou dum tanque é outra guerra, toda gente é parecida e nesse caso adivinham ou contam com a pontaria da "inteligência", a mesma que mandou bombardear uma embaixada, puro engano, porque não sabiam que o edifício lá ia estar naquele dia, afinal de contas as embaixadas são traiçoeiras, movem-se na calada da noite, por vielas estreitas vestidas de negro. Ou acharam que iletrados criadores de cabras em países poeirentos os receberiam de braços abertos quando lhes apontam armas.

 

Um líder terrorista esconde-se numa casa feita de adobe, assim alguém o disse. Vem a força-aérea executa um ataque com uma arma de precisão de quinhentos quilos, destruindo metade do bairro. Mais cirúgico que isto torna-se complicado. Ainda que acerte no alvo mata sessenta pessoas e os parentes sobreviventes juntam-se aos insurgentes. Alguém me disse que na guerra também se mata para diminuir o número de inimigos, não para os aumentar como parece acontecer. Com meios desadequados, boatos dados como factos e sem estratégia que se vislumbre, não vejo com bons olhos esta brincadeira.

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link do post texticulos, às 16:36  | comentar

De Blogadinha a 21 de Novembro de 2008 às 20:00
Já uma pessoa não pode usar do "free speach" sem a vírgula!
E pensava eu que as opiniões valem por aquilo que elas são...

Bom fds... brincalhão!!