Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
11.11.08

Anda à solta a euforia com o futuro presidente dos EUA, esta fixação deve ter a ver com alguma fantasia escapista de um país disfuncional politicamente. A principal virtude de Obama é não ser Bush nem Mccain.

 

Defende o envio de tropas para o Afeganistão e reparo nas notícias que os militares que já lá estão bombardearam mais um casamento, 41 mortos. Os civis são mais fáceis de matar, não têem grande talento para se esconder e normalmente andam desarmados. E lá aparece um militar a explicar que a culpa dos americanos bombardearem casamentos é dos talibãs, porque os militares fazem tudo para que tal não aconteca, que se tornou aliás uma obcessão e vão tentar que tal volte a acontecer. Temo que o Rambo III foi o único americano que não errava um alvo naquelas bandas.

 

Traduzindo 'Desculpem lá, mas o casamento parecia uma concentração terrorista! Porque é habitual que mulheres vestidas de branco segurando ramos de flores sejam o centro das atenções nestes ajuntamentos. Conselho: mantenha-se solteiros, senão vistam Kevlar e corram depressa.'

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De Blogadinha a 15 de Novembro de 2008 às 19:45
A velha questão da autoridade política e respectiva legitimidade - mas quanto a esta, tenho dúvidas quanto ao peso da política externa na hora do voto.

Não obstante o intento de renascimento da potência no contexto global, Obama estará para a sua tão aclamada nação como uma personificação de D. Sebastião...

O seu ideal e a luta pelo mesmo, enquanto cidadão, prevalecerá na memória; já o sucesso da sua acção governativa, o tempo o registará - ou não...!

De texticulos a 17 de Novembro de 2008 às 16:58
Apenas espero que me surpreeenda, que como governante seja um agente de mudança. Sebastiões e picaretas falantes pouco resolvem.

A política externa pouco conta, é verdade, ainda assim se pensassem um pouco resolveriam com estas três ideias uma data de problemas: pôr fim ao embargo a Cuba, arrumava uma série de juízos na America do Sul; pôr os isrealitas na ordem e remetendo-os às fronteiras de 67, financiar a reconstrução da Palestina, mas em caso de novos ataques espalhar Anthrax no território, não iria resolver nada, mas ao menos tentava-se e talvez acalmasse o médio-oriente; e não andar a brincar com a NATO, perto das fronteiras russas, como já alguém disse existem 3 graus de estupidez militar: estupidez, pura estupidez e guerra com a Rússia.

De Blogadinha a 19 de Novembro de 2008 às 18:39
O cão marca o seu território no jardim e nem por isso se coíbe de umas quantas dentadas no segundo cão que reinvindica a mesma árvore!

É estúpido, bem sei, mas tem fundamento: quem disse que a “acção fica com quem a pratica” negligenciou as interdependências subjacentes à mesma, e a assertividade do teu comentário aponta nesse sentido.

Se há uns Séculos o Homem justificava o confronto armado e demais questões de segurança internacional, com a conquista e preservação do seu espaço, hoje extravasa os limites da geografia com a mesma ambição e simultânea ignorância que o movia anteriormente.

O resultado não é bom, jamais o seria – já dizia Einstein que nunca há certezas quanto à estupidez humana...

Agrada-me a estratégia ou aparente humildade de Obama, numa tentativa de trabalho conjunto com os seus rivais de campanha, pela restauração do jardim. Por mais árdua que se revele a tarefa, recomeçar é sempre possível...