Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
8.10.08

Contam os livros de história(s) que o multi-culturalismo sucedeu ao nacionalismo, que no séc. XIX criou novos estados fundados no princípio da soberania e preservação da cultura e história do território. Unidade era a palavra, na descendência, na cultura, na língua, na religião, etc. Foi por esta altura que em alguns países se começou a instruir no ensino primário, como meio de desenvolver a unidade cultural, noutros optou-se pela assimilação compulsiva ou mesmo pela limpeza étnica.

 

Ainda assim durante décadas, correram lado a lado, os dois ideiais. Depois das grandes guerras, aumentaram o número de democracias, diminuiram os abusos a mulheres, escravos e animais, etc, às minorias de culto, de emigrantes, homossexuais, etc. Respeitar na diferença, unidos na diversidade, são exemplos do mote, do ideal a que aspiram as sociedades modernas.

 

Como é que se pôe no mesmo discurso o respeito pela diversidade e o aceitar a auto-determinação dum território, com argumentação étnica, histórica, política, religiosa, não entendo. Já ouvi este tipo de coisas antes e também ouvi dizer, sobre um outro assunto, "... é um estado transitório que não agura nada de bom".

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