Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
7.10.08

No debate entre criacionismo e evolução, a teoria evolutiva na forma como é apresentada, parece-me simplista. Tem servido, principalmente, para atirar pedras aos telhados da igreja católica, que os tem de vidro, são escassas as referências às criações de outros cultos. Instalou-se a desordem, temos cientistas especialistas em hérmetica e mística religiosa e clérigos doutos em indeterminismo e genética. O ego e a superioridade intelectual exalta-se. Pusesse-se uma claque de futebol e o Grémio Literário numa sala a discutir a superioridade da emoção dum golo marcado ao adversário contra um poema de Céline e o resultado não seria muito diferente desta disputa entre capangas da razão.

 

Ambas são demasiado cartesianas, de uma forma ligeira, fomos símios e evoluímos, ganhámos consciência, esta nova característica evidencia-nos e é a razão do nosso sucesso e controlo sobre o que nos rodeia. Simplista, porquê é improvável que o sucesso duma espécie seja o propósito único dum sistema dinâmico complexo, como é a natureza. Na Bíblia, "...multiplicai-vos e enchei a terra e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus e sobre todo o animal que se move sobre a terra". Visto deste ponto até não parecem tão distantes.

 

Suspeito que o nosso percurso evolutivo, desde descer das árvores; à descoberta do fogo e da agro-pecuária; da conservação de alimentos e cozedura e fermentação de bactérias; etc. não terá sido obra do acaso, teremos sido selecionados e condicionados numa competição botânica entre herbáceas(ervas, flores e arbustos) e lenhosas(árvores), com recurso a expedientes na beleza(rosas e tulipas); controlo(produção e pastos); intoxicação(marijuana e álcool) e mais outras tantas, em última análise, somos um instrumento de desflorestação, nesta guerra vegetal. É apenas uma teoria!

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