Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
17.12.08

Hoje saí para trabalhar particularmente atrasado, mantive a compostura, uma vez que vou chegar bem atrasado, não vale a pena estar com correrias e podia tê-lo feito para o comboio, ao invés fui beber café e comprar o jornal. Para o segundo percurso, escolhi o táxi, porque os transportes públicos não estão feitos para os atrasados.

 

Entre bocejos e um ou outro esfregar de vista, o táxi desce lentamente a avenida, lá em baixo o cruzamento e um prognóstico de paragem no semáforo. Evito o sol que me encara e desvio o olhar para a rua que agora ínicio a travessia. No passeio, uma mulher carrega o seu encanto rua acima. Sigo-a com o olhar e ela retribui. Aconteceu um momento de indízivel. Um segundo.

 

Foi cinematográfico, todas as hipóteses se apresentaram de vários ângulos, com diferentes intensidades e a diferentes velocidades. Teria eu encontrado a tal, da felicidade eterna; teria sido uma paixão incendiária que nos consumiria em pouco tempo; teria levado um chapadão pela insolência; teria ela chocado com o poste do semáforo e caído desamparada. Teria sido um sonho e eu estou aqui a enviar postas.

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De Sayuri a 17 de Dezembro de 2008 às 14:59
Diz-se que não se devem contrariar os deuses do Universo, e se ios deuses do Universo pretendem que hoje cheguemos atrasados, façamo-lo com a devida calma e respeito, saboreando um cafezinho.... :)

Quanto à cena cinematográfica, a cena do poste do semáforo pareceu-me a hipótese mais divertida :)

De alexandra a 19 de Dezembro de 2008 às 11:52
É o amor, meu caro. Ou isso ou esqueceu-se de fechar o fecho das calças...

De texticulos a 19 de Dezembro de 2008 às 12:15
Não reparei! Bolas! :P