Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
11.12.08

Começar guerras é bem mais fácil que terminá-las, os historiadores tendem a encará-las como consequência lógica de correntes históricas e abstractas. Discorrem sobre equilíbrios de poder, choque de civilizações, competição por recursos, rivalidades económicas. Desta forma, o conceito, soa tão desapaixonado, razoável e magéstico até. Seria, talvez, mais correcto descrevê-lo como hobbie de criançolas que, sem saberem como, acederam ao poder.

 

Como as democracias não simpatizam com guerras agressivas, têm de ser iludidas para elas e pagá-las no final. As guerras, então, embrulhadas de princípios morais e necessidades geo-estratégicas acabam em confrontos de teimosia e vaidade. Um líder que empurre uma nação para a guerra está a expôr o seu ego e será penoso dizer "Bem... à luz dos factos a façanha parece ter falhado. Voltemos para casa!" Irá forçar de forma imprudente e desesperada uma saída à ignomínia da derrota. Levar a paz e a democracia a lugares onde gente boa leva a religião muito a sério, até poderia fazer sentido. Fazer explodir locais de culto e bombardear bairros é uma estrátegia discutível que funcionou na antiguidade. E ainda assim tem a sua lógica, habitualmente, os mortos são incrivelmente pacíficos.

 

Os perús não parecem animais pouco inteligentes mas ao lado do Jorge Arbusto, estes demonstram ter o intelecto de cinco séculos de sabedoria grega. E temo que não seja ele o único.
 

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