Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
Aventureiro introvertido; Sensível idiosincratico; Conversador tranquilo; Solitário na multidão; Dedicado desregrado;
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2.2.10

«A tyrant must put on the appearance of uncommon devotion to religion. Subjects are less apprehensive of illegal treatment from a ruler whom they consider to be God-fearing and pious.», Aristóteles.

 

«A prince, then, must be very careful not to say a word which does not seem inspired by the five qualities(...) To those seeing and hearing him, he should appear a man of compassion, a man of good faith, a man of integrity, a kind and a religious man(...) Men in general judge by their eyes rather than by their hands; because everyone is in a position to watch, few are in a position to come in close touch with you. Everyone sees what you appear to be, few experience what you really are. And those few dare not gainsay the many who are backed by the majesty of the state. In the actions of all men, and especially of princes, where there is no court of appeal, one judges by the result.», Maquiavel.

 

Aristóteles resumiu a política como uma mera extensão da ética. A tradição ocidental via a política em termos claros, certo e errado, justo e injusto, e por isso os termos morais usados para avaliar as acções humanas eram os mesmos empregues para avaliar as acções políticas. Ao contrário Maquiavel descreveu a política sem recurso à ética e à jurisprudência, a política era uma única coisa: conquistar e manter o poder. Tudo o  resto associado à política nada tinha a ver com este aspecto fundamental - tirando os casos em que a moral e a religião ajudassem à conquista e à manutenção do estatuto. O político bem sucedido sabe o que fazer ou o que dizer em cada situação.
 

 

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16.7.09

"(...)Em Portugal, assumiu-se que os problemas no BPN decorreram da crise. A actuação desregulada e criminosa dos gestores pode estar a custar aos contribuintes dois mil milhões de euros subtraídos a hospitais, lares e escolas, mas, pelo relatório do BPN, não contribuiu para as dificuldades financeiras do país, que seriam só culpa da crise internacional(...)

 

Numa das mais emblemáticas sessões da Comissão americana (18 Março, 2009) foi chamado a Washington Edward Liddy, o presidente do maior grupo segurador do Mundo, o American International Group. Em plena crise, a AIG tinha distribuído prémios aos seus quadros. Stephen Lynch, congressista de Massachusetts, perguntou iradamente a Liddy se não "tinha vergonha na cara". Liddy respondeu que o estavam a ofender ao questioná-lo nesses termos. O parlamentar respondeu-lhe que a intenção era mesmo ofendê-lo, porque ele era o responsável por uma imensa ofensa ao património do povo americano. Chegou a altura de nos inspirarmos na vitalidade da prática secular de democracia na América e dizer que os relatores do inquérito ao BPN não tiveram vergonha na cara. E dizer mais: que a maneira brutal como as conclusões do relatório foram impostas, pela lei esmagadora dos números ainda que rejeitadas por toda a Oposição, constitui um claro alerta para os riscos que corre a democracia em Portugal.

 

A Comissão Parlamentar sobre o BPN ouviu durante meses relatos de anos consecutivos de uma actuação predadora dos bens de depositantes que confiaram num sistema bancário regulado e garantido pelo Estado. (...) concluiu agora, quatro meses e dois mil milhões de euros depois, que ao longo dos anos de saque o Banco de Portugal do antigo secretario-geral socialista tinha exercido a sua fiscalização de forma "estreita e contínua" (pags. 214 e 215 do Relatório Parlamentar ao BPN). Por absurdas que sejam estas conclusões, elas foram lavradas em documento da Assembleia da República, que é o que fica para a história como o relato dos representantes eleitos pelos portugueses da maior roubalheira de sempre na finança nacional. O relatório está feito. Por imoral que seja, vamos ter de viver com ele(...)", Mário Crespo dixit no JN.

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