Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
Aventureiro introvertido; Sensível idiosincratico; Conversador tranquilo; Solitário na multidão; Dedicado desregrado;
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13.3.09

O mais condescendente que consigo ser com os informáticos é repetir que "programar é 10% ciência, 20% ingenuidade e 70% fazer essa ingenuidade funcionar como ciência." Porque se há corja que merece ser suada a varapau, é esta. Melhor ainda, encher camiões-betoneira de cimento banhado em cianeto de potássio e com ele cobrir os data-centers e lugares onde se escondem, aos que ainda assim escaparem, pintar-lhes nas costas a vermelho a palavra perdiz, anunciando de seguida em todas as rádios aberta uma época extraordinária de caça, bem sei que o desastre ecológico seria grande, mas vistas as coisas a médio prazo seria benéfico para para a Humanidade.

Se no ínicio a ideia de construir um aparelho capaz de calcular trajectórias de obuzes parecia tão bondosa quanto útil, ao fim de cinquenta anos qualquer sargento pitosga e ligeiramente tocado, num dia de nevoeiro acerta num alvo disfarçado de arbusto a três quilometros, coisa que um computador só consegue num dia solarengo e sem vento, estando o alvo bem visível com o auxílio de lasers, satélites e sistema GPS. Claro, logo surgiram umas alminhas com ideias "jericas" de pôr a maquineta, cuja única função é diferenciar o zero do um, a realizar tarefas complicadas e anunciar ao mundo a solução dos problemas que não tinhamos até então. A pobre não aguentou e criou-se uma horda de "psi's digitais" para cuidar da máquina atolhada em trabalho, stressada com a existência, emaranhada em complexidades e com baixa auto-estima de tanto core dump.[ alfinetada maldosa :) ]

Estes aprendizes com um gosto particular para reinventar a roda, mimados e manhosos como serpentes, só fazem o que lhes dá na bolha criaram um modelo de negócio à prova de bala que se lhes fosse pedido um whiskey com duas pedras de gelo, trariam dois copos, um vazio, o outro com água que vai já... já... congelar e uma garrafa com um líquido manhoso dentro, destilado na garagem do vizinho, o cliente ainda assim teria de se servir, sorrir, pagar e bem, no fim não "bufar" senão os petizes amuariam. A um olhar menos atento passam despercebidas as calamidades que criam, transfiguradas de features em bonitos powerpoints, mais uma vez o cliente paga pelos erros que não criou e paga pelas dores de cabeça que lhe criam, resolvidas e pagas para a próxima versão. Cambada de inúteis são incapazes de assumirem a origem dos disparates acabam de fazer à vista de toda gente, gente essa vitíma inocente desta maltinha que insiste em intrometer "engenhos" e códigos em tudo fazem. Ouçam o que vos digo, cimento e cianeto! Calibre 12 com chumbo para patos, de preferência!

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De Sayuri a 13 de Março de 2009 às 21:57
O meu pequeno e simples comentário a este post acabou por de diluir perante tamanha inspiração...nao tenho mais nada a dizer, ou por outra, deixaste-me sem palavras! :)

De texticulos a 14 de Março de 2009 às 19:56
Vou entender isso como algo positivo!

De Sayuri a 15 de Março de 2009 às 11:08
Sim, entendo como positivo :)
Eu não conseguiria fazer memlhor, nunca! :)

De texticulos a 16 de Março de 2009 às 10:13
Fico contente com o elogio, mas permite-me discordar duma coisa, sendo eu um atento seguidor dos teus blogs, que tens alma e talento para superar estas brincadeiras verrinosas.

De ClaudiaMar a 25 de Junho de 2009 às 23:32
Saíste-me cá um cromo!!!

De texticulos a 25 de Junho de 2009 às 23:37
Obrigadinha! :)

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