Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
Aventureiro introvertido; Sensível idiosincratico; Conversador tranquilo; Solitário na multidão; Dedicado desregrado;
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28.12.09

 

"Alhos, coentros e sal
Também se faz com poejo
Este comer que afinal
Nasceu no nosso Alentejo
Depois do alhos pisados
E com a água a ferver
Corta-se o pão aos bocados
Está pronto, vamos comer
É fácil fazer
Dá pouco trabalho
É água a ferver
Coentros e alho
Coentros e alho
E água a ferver
Dá pouco trabalho
E é fácil fazer
Com o panito bem duro
E a rabano a acompanhar
O azeite bom e puro
Não há melhor paladar
Açorda de bacalhau
Com azeitonas pisadas
Também não é nada mau
Com umas sardinhas assadas
Recordo quando era moço
Antes de ir para o trabalho
Comer ao pequeno almoço
Uma boa açorda de alho
Já meu avós me diziam
A força que a açorda dá
Todos os dias comiam
E dez filhos estão cá
"

 

"Do nada" alguém começa e outros acompanham. Músicas ingênuas, às vezes tristes, às vezes brincalhonas, temas de gente trabalhadora, namoradeira, desiludida ou esperançosa. Mas, sobretudo, que se gaba da força e da valentia. Nelas se vê o orgulho do povo, da sua comida, do seu vinho, do seu azeite. Cantam ainda o asseio das casas caiadas do Alentejo, a simplicidade de seus costumes, o sol escandante do verão sem sombra, a imensidão das terras planas salpicadas de oliveiras e carvalhos. É a cultura popular (sem brejeirice).

 

Fica em Mourão e aconselho vivamante. Vivamente!

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