Textículo (*) s. m., texto ridículo; texto pequeno. (* não existe no dicionário)
Aventureiro introvertido; Sensível idiosincratico; Conversador tranquilo; Solitário na multidão; Dedicado desregrado;
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30.9.09

Já tinha escrito um textículo, meio parvo meio filosófico, para completar o dia. Eis senão quando deparo com este um post do Miguel Castelo Branco no blog Combustões do qual sou um assíduo leitor e tive de lhe raptar este bocado.

 

"Então, portugueses ainda estavam em todo o tabulado, eram influentes, ouvidos e pretendidos, ora trabalhando para armadores de Macau, ora servindo os britânicos da East India Company, os holandeses da NHM (Nederlandse Handel Maatschappij, sucessora da VOC), os sultões do Achém e Riau, os potentados malaios, os reis do Sião, os reis cambojanos ou os imperadores Nguyen do Vietname.

Estes luso-asiáticos mantinham entre si laços estreitos, relações familiares até, trocavam vitais informações de natureza comercial, diplomática e política, abriam mercados e inibiam a acção de estranhos, intrigavam e faziam lóbi. Quando as embaixadas britânicas, norte-americanas ou francesas chegavam a determinado local para negociar tratados com as potências regionais, tudo o que traziam para discussão era há muito conhecido pelos seus interlocutores locais. Quando Roberts chegou ao Sião em 1833, ficou estupefacto quando o Phra Khlang (responsável pelos contactos com os estrangeiros) retirou triunfante de uma pasta um volumoso lote de recortes de jornais norte-americanos e lhes disse: "sabíamos há muito que viriam". E acrescentou: "sabemos quantos são, as propostas que trazem e onde estiveram antes de aqui chegarem". Atrás do Phra Khlang, um siamês de ascendência portuguesa ria silenciosamente."

 

Só como aparte, quando digo que o ensino da História na escola pública foi uma miséria (se continua, não sei), passo o pleonasmo, reafirmando-o de novo. Uma miséria! Andei eu a levar com feudalismos, guerras e mais revoluções onde não fomos tidos nem achados, num programa escolar insidiosamente político saltitanto por episódios da nossa história.

 - Chegámos à Índia.

 - Boa!

 - Instaurou-se a república!

 - 'Pera lá, não se passou nada no meio?

 - Um terramoto qualquer...

 

 

 

link do post texticulos, às 15:45  | comentar

De ianita a 30 de Setembro de 2009 às 20:47
Não sejas injusto!

A culpa foi dos professores :D

Se ainda tiveres os teus livros podes abri-los e ver que está lá tudo... nos meus está. Se bem que nunca conseguíamos ir além do 25 de Abril... :)

Kisses
(o ensino da História é como o ensino de qualquer outra disciplina... depende de quem ensina e de quem aprende...)

De texticulos a 1 de Outubro de 2009 às 11:00
O importante é a história. Foi apenas um aparte, nada mais.

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